8 de out de 2013

Mentiras sinceras, me interessam


Leia escutando essa música :)

Ele a pegou pelo braço, abraçou forte e sussurrou no seu ouvido. Eu te amo sabia? Ela deu uma risada sem graça, pensou uma, dois, ou três frases para contestar o que ele disse, mas ao invés de dizer que não acreditava naquilo, ela preferiu concordar, respondeu apenas com um, 'sei sim'. Ele sabia que ela não tinha comprado aquela ideia, do mesmo jeito que ela sabia que ele também não havia acreditado nenhum pouco. Sentados na varanda da casa dela, em uma tarde de outono, os dois se completaram com suas mentiras sinceras. Era mais fácil acreditar naquelas coisas que os ouvidos e o coração gostavam de escutar, do que acreditar em qualquer outra coisa. Ela sabia que estava se engando, mais era feliz assim. E aquela coisa de proteção que ele oferecia a ela, era embriagante, não a deixava pensar direito. 

Quando ela estava longe dele, era decida, tinha sempre uma resposta na ponta da língua, treinava mil e uma situações em frente ao espelho. Pura perda de tempo, bastava ele se aproxima, com seu jeito e sorriso sedutor , que parecia ter saído de um filme antigo, para que ela esquecesse de tudo. Não lembrava nem o que havia comido a meia hora atrás. Ele tinha sobre ela quase que um efeito hipnotizante. E quando ele a chamava de minha flor, meu bebê, ela não relutava, apenas se deixa levar pelas mentiras sinceras dele. No fundo ela até gostava do jeito como as coisas aconteciam. Era uma  dança, na qual ela se deixava conduzir. Até quando? Até quando a brincadeira fosse boa para os dois, até quando aquela história de você finge que me engana e eu finjo que acredito, valesse a pena. Quem disse que no jogo do amor não pode tudo?.

Quantas vezes já não vimos essa história por aí?

                                                                                                                            Texto escrito por: 


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