17 de mai de 2013

Filme: Somos Tão Jovens.


O filme Somos Tão Jovens é bom, mas como todas as coisas do universo, tem suas falhas, para você que ainda não assistiu e tem essa vontade, já vou te alertando, o filme não é para fãs da banda Legião Urbana e sim para admiradores do cantor Renato Russo, eu não me encaixo em nenhum dos dois grupos, mas fui assistir mesmo assim, so, let's go, guys! 

Com créditos iniciais muito bem feitos e ignorando a cena onde Renato descobre uma doença - nada que faça diferença no roteiro -, o filme começa contando a história do jovem professor de inglês com o nome já citado e apesar de viver bem dessa forma ele quer mais do que apenas um salario favorável e uma vida estável, após conhecer a banda Sex Pistols - conjunto famoso por fazer canções que criticavam a rainha Elizabeth de acordo com uma visão política alternativa - Renato alimenta mais o sonho de montar uma banda e durante festas dançando loucamente um punk pesado ele conhece os jovens que futuramente junto com ele formariam o Aborto Elétrico.

Após o Aborto Elétrico se formar de uma forma nada convencional, somos apresentados ao universo das bandas punks de Brasilia, todas sem papas na língua e enchendo a boca para malhar o governo, a sociedade e etc, daí as falas de Renato começam a conter referências às composições do artista, juro que ele grita "Que país é esse?" indignado umas dez vezes! Tudo isso acabou deixando o desenrolar um tanto forçado. Durante a era Aborto Elétrico, vamos para outro ponto negativo do filme, Petrus, o guitarrista da banda, sai de cena sendo obrigado a servir o país de origem, a Africa do Sul e fim, não se sabe se ele morreu, se ele manteve contato, os grandes amigos de banda não fazem um telefonema pro cara! Outro personagem que se perde durante o filme é Flavinho, o suposto primeiro amor gay e um dos membros da banda de Renato, depois que Renato se declara e é rejeitado, e se desentende com outros membros, Flavinho só aparece em mais duas cenas - talvez mais, mas não é muita coisa não -, nem uma briga entre os dois para justificar o afastamento é mostrado.

Algo que foi visto por alguns críticos como um ponto negativo foi a coisa que mais gostei do filme, a amizade de Renato e Aninha - uma personagem inventada, na verdade ela é a junção de várias amigas que Renato teve -, os dois compartilham o mesmo gosto musical e estão sempre conversando, e brigando, um claro pretexto para movimentar a história, nada que acabe com o filme.

Segundo o filme, o Aborto Elétrico acaba e Renato abandona o punk para assumir sua famosa postura no rock nacional e a primeira obra da fase é Eduardo e Mônica, logo temos Geração Coca-Cola, Que País é Esse e mais outras poucas, após experimentar e curtir a vida sem o punk o Legião Urbana é criado e sabe o que mais acontece? O filme ACABA! É isso mesmo, não de uma hora para outra, a banda alcança sucesso em Brasília e tudo acaba quando são convidados para tocar pela primeira vez no Rio no Circo Voador, ponto para exibição do show real, eu amei ver a banda no telão e não sou fã.

Conclusão, é um bom filme, podia ser melhor, mas não é de se jogar fora, recomendo, mas não espere muito e vá no dia em que o ingresso estiver mais barato!

Nota: 7,0. 

2 comentários:

  1. N pude ler o post pq to afim de ver o filme kkk
    littlejuvia.blogspot.com.br

    ResponderExcluir
  2. Eu estou ouvindo pessoal falar bastante sobre o filme, uns falando bem e outros falando mal. Apesar disso, não tenho a MENOR curiosidade de ver. Mesmo achando o Renato Russo incrível e umas das pessoas que fizeram diferença na música desse Brasil, mas ainda assim não é o suficiente para me fazer gastar dinheiro com um filme dele. Apesar disso, é bom para os fãs dele.

    Beijos,
    Monique Premazzi.

    ResponderExcluir